ONG Comradio assume cadeira no CMDCAT para o biênio 2026-2028 em Teresina

Entidade passa a integrar o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e defende mandato participativo, com foco em acessibilidade, direitos digitais e fortalecimento das políticas públicas
A ONG Comradio assumiu uma cadeira como conselheira no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Teresina, o CMDCAT, para o biênio 2026-2028. A posse ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2026 e marca uma nova etapa de participação da organização nos debates e decisões voltados à garantia dos direitos de crianças e adolescentes na capital piauiense.
Com atuação voltada à comunicação, cidadania e defesa de direitos, a Comradio chega ao Conselho com o compromisso de contribuir para um mandato participativo, comprometido e alinhado às principais demandas da infância e da adolescência em Teresina.
O presidente da ONG Comradio, Iraildon Mota, assumiu como conselheiro titular e destacou que os desafios são muitos, mas que a organização pretende colaborar de forma ativa com o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao público infantojuvenil.
Acessibilidade e direitos digitais estarão entre as pautas defendidas pela ONG
Entre os temas que a Comradio pretende levar ao debate no CMDCAT estão o direito à acessibilidade para pessoas com deficiência e os direitos digitais como uma pauta estratégica para a garantia de todos os demais direitos.
Segundo Iraildon Mota, pensar os direitos de crianças e adolescentes hoje exige também observar o ambiente digital, os processos de inclusão, o acesso à informação, a participação social e a proteção contra violações.
“Imaginar que a cada quatro adultos em Teresina temos uma criança ou adolescente é um dado que coloca a nossa cidade e todo o nosso sistema de política pública para eles em total vigilância sempre”, afirmou Iraildon.
A fala reforça a necessidade de atenção permanente do poder público, da sociedade civil e das organizações que atuam na promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
Fortalecimento interno do CMDCAT também será prioridade
Além das pautas temáticas, a ONG Comradio também pretende contribuir para o aprimoramento dos processos internos do Conselho. Para Iraildon Mota, é fundamental que o CMDCAT atue de forma integrada, valorizando a força coletiva das organizações que compõem o órgão.
“Mais que isso, é preciso melhorar os processos internos do CMDCAT para atuarmos de forma integrada à força de cada uma das 51 organizações credenciadas ao Conselho”, destacou.
A expectativa é que a participação da Comradio ajude a ampliar o diálogo entre as entidades, fortalecer a atuação em rede e qualificar as estratégias de acompanhamento das políticas públicas municipais.
Conselho tem papel essencial na garantia de direitos
O CMDCAT é um espaço de controle social e participação democrática responsável por deliberar, acompanhar e fiscalizar políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente. A presença de organizações da sociedade civil no Conselho contribui para que diferentes realidades, demandas e territórios sejam representados nas discussões.
Para a Comradio, ocupar uma cadeira no Conselho significa assumir uma responsabilidade coletiva com a cidade e com as futuras gerações.
A organização reforça que pretende atuar de maneira colaborativa, levando ao debate temas urgentes e estruturantes, como inclusão, acessibilidade, proteção integral, direitos digitais, participação cidadã e fortalecimento das redes de atendimento.
Mandato será pautado no compromisso com crianças e adolescentes
Com a posse no CMDCAT, a ONG Comradio inicia o biênio 2026-2028 reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, a participação social e a construção de políticas públicas mais inclusivas.
“Os desafios são muitos e a vontade de colaborar com o tema também”, destacou Iraildon Mota.
A expectativa é que o mandato seja marcado pelo diálogo, pela escuta ativa e pela atuação conjunta entre sociedade civil, poder público e organizações credenciadas ao Conselho.
Ver mais:
-
-
Se o eleitorado com deficiência pode decidir uma eleição, por que quase nunca chega ao poder?
Ver maisPessoas com deficiência representam uma parcela expressiva da população brasileira, mas continuam sub-representadas nas câmaras municipais, assembleias legislativas, direções partidárias e candidaturas com condições reais de vitória Nas eleições, pessoas com deficiência aparecem nas filas de votação, nas atividades de campanha, nas redes sociais, nos
-
-
Quando a verdade não é acessível, a mentira ganha espaço nas eleições do Piauí
Ver maisPosts sem descrição, vídeos sem Libras, debates sem audiodescrição e checagens inacessíveis impedem milhares de pessoas com deficiência de comparar propostas, reconhecer conteúdos falsos e exercer o voto informad Uma informação falsa começa a circular nas redes sociais afirmando que determinado direito eleitoral foi suspenso.
-
-
A cada 12 piauienses com deficiência, apenas um aparece no cadastro eleitoral
Ver maisSubnotificação faz com que políticas de transporte, seções acessíveis e atendimento eleitoral sejam planejadas para uma parcela mínima das pessoas que realmente enfrentam barreiras para votar O Piauí possui aproximadamente 297,7 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 9,3% de sua população. No entanto, nas
-
-
Cem pontos de alerta: quem está protegendo as crianças nas rodovias do Piauí?
Ver maisRodovias movimentam pessoas, mercadorias e boa parte da economia. Ao mesmo tempo, atravessam municípios onde a rede de proteção enfrenta falta de estrutura, equipes reduzidas e dificuldade para responder com a rapidez que situações de violência exigem. No Piauí, 100 pontos localizados ao longo das
-
-
Piauí tem 12 municípios entre as 50 cidades brasileiras com maior proporção de pessoas com deficiência
Ver maisLevantamento baseado no Censo 2022 reforça a necessidade de políticas públicas, comunicação acessível e campanhas eleitorais verdadeiramente inclusivas Um levantamento realizado a partir dos dados do Censo Demográfico 2022 revela que 12 municípios do Piauí estão entre as 50 cidades brasileiras com maior proporção de
-
-
Inclusão não deve ser slogan: pesquisa da Comradio revela barreiras de pessoas com deficiência visual nas igrejas católicas
Ver maisLevantamento coordenado por Iraildon Mota aponta que 52% das pessoas com deficiência visual deixam de frequentar igrejas por falta de acessibilidade comunicacional “A inclusão ou exclusão da pessoa que sofre na margem da estrada define todos os projetos econômicos, políticos, sociais e religiosos. Dia a